CRONOGRAMA: 13, 20 e 27 de outubro (7h/dia) - formação PRESENCIALHORÁRIO DAS SESSÕES: MANHÃS: 9:30h - 13:00h |TARDES: 14:00h - 17:30H (3,5h/sessão)
FORMADOR: Rui Moutinho, jurista, com experiência profissional e formativa no âmbito do CPA, RJUE e CCP, experiência de cargos dirigentes na administração local, atualmente Diretor do Departamento de Planeamento, Projeto e Gestão do Território na Câmara Municipal de AmaranteApresentação: à Administração Pública, decorrente das diversas alterações no ordenamento jurídico português, exige-se que seja cada vez mais uma Administração mais "amiga” dos cidadãos, mais participada (em termos efetivos), cumpridora de prazos, com garantias de imparcialidade e boa-fé, em quem os administrados confiem (ou possam confiar), que fundamente clara e verdadeiramente as suas decisões, que atue com bom senso e com justa ponderação de todos os interesses, inclusive dos particulares.
Estes objetivos, encontram-se plasmados em diversos diplomas legais, sendo que, em matéria procedimental, o CPA é, ainda que de aplicação subsidiária quando haja diplomas especiais que regulem determinadas matérias, um dos mais importantes.
Com a publicação no ano de 2024 de alterações significativas no RJUE, e aquelas agora introduzidas pelo Decreto-Lei nº 108/2026, de 29 de maio, que nos convoca para uma nova "pequena" revolução ao "Simplex Urbanístico”, o conhecimento da forma como estes diplomas interagem é fundamental no modus operandi das entidades públicas, nomeadamente das autarquias locais, designadamente no que concerne às alterações nas tipologias e momentos dos atos administrativos a praticar ou mesmo da produção de efeitos em meras comunicações e informações sem a necessidade de atos permissivos prévios.
Objetivo geral: identificar a estrutura basilar do CPA, saber articular a matéria relativa ao exercício da competência nos procedimentos administrativos do ato compaginando-o com o RJUE
- o que mudou efetivamente com a nova redação do RJUE e Portarias,
- as suas implicações nos regulamentos municipais e nas tabelas de taxas,
- o que muda nos procedimentos internos e controlo dos prazos,
- o que muda em sede de controlo prévio, sucessivo e fiscalização,
- e as implicações do CPA e das suas normas que, ainda que supletivamente, se aplicam ao RJUE
1 – Princípios Gerais de Direito aplicáveis à atividade administrativa
2 - Estrutura do CPA
3 – O exercício da competência
3.1 – Originária
3.2 – As figuras da delegação e da subdelegação
3.3 – As matérias sujeitas a decisão no RJUE
4 – As alterações no RJUE decorrentes do DL 108/2026
4.1 – Quais as operações e que procedimentos se lhes aplica
4.2 – Quais as alterações a inserir nos regulamentos municipais de urbanização e edificação decorrentes destas alterações e por cada procedimento de controlo prévio, sucessivo, ou nas operações isentas
4.3 – A figura do deferimento tácito e as implicações desta no que concerne ao artigo 130º do CPA
4.4 – A necessidade de redesenho de fluxogramas de procedimentos, incluindo alterações aos modelos de notificações e de controlo de prazos
4.5 – As alterações em matéria de taxas municipais conexas com a gestão urbanística
5 – O procedimento administrativo no âmbito do CPA
5.1 – Do procedimento em geral
5.2 – A figura do responsável pela direção do procedimento e a sua relação com o gestor do procedimento
5.3 – O aperfeiçoamento do pedido e sua conexão com o saneamento e apreciação liminar e com a verificação da ineptidão da comunicação prévia
6 – Os prazos em geral e as implicações nos prazos procedimentais com a nova redação do RJUE
7 – Procedimento do ato administrativo
7.1 – Eficácia
7.2 – Validade e invalidade
7.2.1 – Requisitos essenciais quanto à fundamentação e à audiência dos interessados
7.2.2 – As formas de invalidade, com enfoque na anulabilidade e nulidade
7.3 – Atos sobre atos
7.4 – Execução
8 – Breve alusão aos regulamentos administrativos e aos contratos, incluindo os de urbanização
9 – O regime dos pareceres e os efeitos dos prazos sobre os mesmos
10 – Meios de reação ao dispor dos interessados
11 – Considerações finais / debate
Método expositivo, interrogativo e ativo essencialmente, com o recurso a técnicas como o brainstorming, e estudo de caso, ao longo das sessões